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Suíça: o charme discreto da Corniche

por Antonella Kann

Acredite se quiser : apesar de ter nascido naquela região, não me lembro de ter passeado por este bucólico trecho do cantão de Vaud, conhecido como a Corniche. São vários vilarejos espalhados e encravados praticamente dentro dos vinhedos, com vista panoramica para o Lac Léman. São minúsculas comunidades, lindas casas e antigas construções, ladeando a estreita rua por onde mal passam dois carros.




Você pode entrar por Lutry e ir seguindo a estradinha sinuosa que serpenteia morro acima por muitos quilômetros. Existem alguns restaurantes onde se pode almoçar e jantar, até mesmo estação de trem ( afinal, estamos na Suíça onde estação de trem aparece em qualquer esquina).





O visual é lindo, e mesmo tendo perdido o pôr-do-sol e com algumas nuvens nada amistosas no horizonte, a paisagem não perdeu seu encanto. Uma sugestão: deixe o carro estacionado em algum lugar e faça uma caminhada, até mesmo por dentro dos vinhedos, que é um programa diferentão e divertido. Não se esqueça de olhar pra trás de vez em quando, porque o cenário vai mudando a cada curva.








O mais legal é você ficar mesmo perdido no labirinto desta corniche - que significa promontório, em tradução meio chula - mas é toda uma área que se debruça sobre o Lac Léman e onde o mais interessante são os vilarejos e uma atmosfera de campagne. E´ você se sentir inteiramente fora da cidade, mas a menos de 10 minutos de Pully, Lutry ou até mesmo Lausanne. Até mesmo o cheiro é diferente.





Na medida em que você vai subindo, a rua vai ficando mais estreita e cada vez mais alto você vai acabar vendo apenas os telhados. No horizonte, os cumes dos glaciares com neve eterna - é como estar dentro de um cartão postal. Ou dentro de uma caixa de chocolate.


Lutry, discreto e charmoso porto à beira do Lac Léman


por Antonella Kann
Lutry, minúsculo porto à beira do Lac Léman, espremido entre Lausanne, Pully, Vevey e Montreux, não chega a ser desconhecido, mas não tem um décimo do glamour de seus vizinhos. E também não consta dos lugares recomendados por guias turísticos. Uma pena, porque justamente estes cantinhos escondidos é que mantêm as características genuínas.


Vai ver porque nunca foi palco de eventos musicais, esportivos ou sociais em grande escala e porisso não há multidões perambulando por lá. A atmosfera é de um vilarejo de interior, e mesmo quem passa por ali a caminho de outras cidades não se toca que bem coladinho ao Lac Léman esse pequeno porto também oferece atrações, como um centrinho antigo, só pra pedestres, calçado de paralelepípedos.




E com muitas lojinhas, ótimos restaurantes, confeitarias e terraços acolhedores.



Eu já fui algumas vezes pra lá, não por acaso, mas como destino mesmo : fosse para tomar um chocolate quente em uma das pâtisseries ou comer uma coupe Danemark ( sorvete de creme com calda de chocolate quente, pecadinho tipicamente suíço) ou mesmo almoçar à beira do lago sentada numa mesa em um dos simpáticos terraço, apreciando o panorama.




E, sabe o que mais? Numa das minhas andanças, descobri até mesmo um salão de cabeleireiro excelente, bem na entrada da cidade, a dois passos da marina.




Durante o ano todo, é programa fazer uma bucólica caminhada rente à água por um calçadão exclusivamente pedestre, intercalado por pequenos jardins e bancos para descansar, e se deleitar com a vista da cadeia de montanhas com eternos picos nevados. O Lac Léman é um ícone da Suíça e emoldura várias regiões.





A marina, verdadeiro cartão postal, é cercada por um quai ( calçadão) arborizado, e abriga centenas de veleiros e embarcações pequenas. Ah, em tempo: nos meses mais quentes, dá até pra dar um mergulho nas águas limpinhas do lago. Tem muretinhas e escadinhas em alguns pontos estratégicos e mesmo as pedras podem servir de apoio.






Uma dica: quem quiser fazer um passeio de barco pode pegar o ferry que faz o percurso pelas cidades à beira do Léman. E´ só ir até o “ponto” no cais, aguardar a sua chegada e embarcar para voltar a Lausanne ou até mesmo ir até Genève.