Vinoterapia: um tratamento dos deuses

por Antonella Kann

Ícone de ousadia e criatividade arquitetônica assinado por Frank Gehry, o hotel Marqués de Riscal www.marquesderiscal.com , membro do Luxury Collection e do Grupo Starwood, se ergue soberano em meio ao grand décor dos vinhedos da região de Rioja Alavesa.



produtos da linha Caudalie podem ser encontrados em farmácias Europa afora e seus preços são super em conta.


Do aeroporto de Bilbao são cerca de 145 quilômetros pela A-68 em direção a Logrono. E depois é só pegar a saída 10 e seguir as placas para Elciego.
Também conhecida como a Cidade do Vinho, é de lá que saem os rótulos mais consagrados da Espanha.



Além do conforto das acomodações, do charme dos ambientes e da boa gastronomia, os hóspedes ainda podem desfrutar do Spa Caudalie, onde tratamentos inovadores à base da própria uva in natura – a Vinoterapia - garantem uma experiência memorável.



A Vinoterapia, como é conhecida esta marca criada em Bordeaux há mais de uma década, virou ícone de tratamento diferenciado, e abriu templos na Itália, França e Estados Unidos.



Emoldurado por vinhedos, ou seja, ao lado da matéria-prima utilizada em seus tratamentos e produtos, o Spa Caudalie não podia ter escolhido um local mais condizente para propagar a sua filosofia.




Descobriram que a uva possui propriedades anti-oxidantes e anti-cancerígenas e em alguns casos, para se transformar em cosméticos, o fruto passa por uma manipulação em laboratório. Mas no Spa, muitos tratamentos são feitos com a uva in natura. Como a esfoliação com sementes de uva, açúcar mascavo, azeite e mel, que é espalhada pelo corpo inteiro.



Um dos tratamentos mais procurados é a Formula Descobrimento/ “Discovery Package”, que inclui um banho de imersão em vinho tinto; untar o corpo com mel e vinho; massagem relaxante e uma massagem facial. Experimente e depois dê o seu depoimento...

Spa Caudalie:
www.caudalie.com
reservas@caudalie.com
info-spain@caudalie.com
tel.00xx34-945-180870
O spa abre diariamente às 10 e fecha em torno das 21hs.















Em duas rodas pela Europa:turismo de luxo


por Antonella Kann

Antes de se impressionar com o relato sobre estas pedaladas, que à primeira vista parecem um tanto espartanas, é preciso salientar que este gênero de turismo esportivo, preparado com meses de antecedência, é talhado sobre medida para inserir todo o luxo, conforto e diversão em seus mínimos detalhes.



Ou seja, a hospedagem é sempre feita nos melhores hotéis, experimenta-se a comida dos restaurantes locais mais conceituados e ainda se conta com um apoio de guias especializados cuja única preocupação é tornar as suas férias o mais aprazível possível. Em momento algum isto se assemelha a qualquer outro programa do tipo competitivo, destinado a super atletas ou pessoas cuja intenção é a de se aprimorar no esporte.





Ninguém precisa ser um exímio ciclista para optar por uma viagem de bicicleta nestas condições. Fazer turismo pedalando é apenas um modo original de conhecer uma determinada região , pois permite explorar com calma qualquer lugar por onde se passa. A empresa canadense Butterfield & Robinson (http://www.butterfield.com.br/) oferece um leque de 60 roteiros na França, Itália, Hungria, Áustria, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Espanha, Portugal. São pacotes organizados cujos preços variam de acordo com a duração do passeio ( que pode ser de 5 dias/4 noites até 15 dias /14 noites). Os preços cobrem apenas a parte terrestre, ou seja: os hotéis; todas as refeições; eventos como degustação de vinhos e visitas a museus; os traslados; as bicicletas e guias especializados .




Sentada encima de uma bicicleta , a pessoa se encontra literalmente emoldurada pela natureza e esta proximidade cria uma deliciosa intimidade. Sem mais nem menos, faz-se uma parada para visitar a igreja de um vilarejo, perde-se alguns minutos catando cachos de uvas na parreira ou colhe-se amoras silvestres na beira da estrada. Ou simplesmente pára-se para apreciar a luminosidade de um campo de girassóis!






Com os pés a apenas 20 centímetros do chão, cada um é dono de si mesmo, controla o tempo e o próprio ritmo com a maior independência, já que pode encostar a sua bicicleta onde bem entender.




Divertida, descontraída e saudável são apenas alguns dos adjetivos que se poderia usar para definir esta viagem em duas rodas . Junte um grupo de amigos e você vai ver4 que não há lugar para o stress e poucos são os momentos em que ninguém solta uma piada . O bom humor, e principalmente o humor puro, faz parte integrante do dia- a- dia e as risadas soam desde que se acorda até a hora de dormir. Afinal, são férias.





















Ilha de Man:pequena mas repleta de grandes histórias


por Antonella Kann

Assim que o avião da Manx Airlines iniciou a descida para pousar no aeroporto de Douglas, a capital da Ilha de Man , a moça que estava sentada ao lado olhou pela janela e fez o seguinte comentário : “Amanhã vai virar o tempo.” A previsão foi decretada com tal convicção que não houve coragem para refutá-la, muito embora não houvesse sequer uma nuvem no céu azul e o sol estava radiante naquele entardecer. Era impossível notar qualquer indício que pudesse dar credibilidade a um prognóstico meteorológico tão nefasto. Mas, logo todo o ceticismo se dissiparia: a passageira era uma autêntica cidadã “manx”, ou seja, uma profunda conhecedora dos caprichos que a natureza impinge a esta pequena ilha da qual poucos ouviram falar e que a maioria dos turistas, mesmo os mais curiosos, sequer teve a ousadia de incluí-la em seu roteiro de viagem.


A Ilha de Man, situada entre a costa da Escócia e a Irlanda, tem apenas 20 quilômetros de largura por 54 de comprimento. Com cerca de 70 mil habitantes, faz parte do Reino Unido e, embora minúscula, reserva boas surpresas para os visitantes, tanto pelo seu patrimônio cultural e herança histórica quanto pela beleza natural.




Como é que uma ilha tão pequena consegue ter um Parlamento próprio ? A Ilha de Man, com cerca de 70 mil habitantes, faz parte do Reino Unido , sim, mas com alguns sinais bem peculiares de autonomia. Como foi dito antes, tamanho não é documento. Além do seu Parlamento particular, os manx ( como são chamados os locais) não acatam as leis inglesas em sua íntegra, mas as adaptam às suas necessidades. Não reconhecem a Rainha da Inglaterra como soberana, concedendo-lhe apenas o título local mais nobre – a de Lord of Man. Além disso, a ilha possui a sua própria moeda local, a libra manx, que não é aceita em nenhum outro lugar do planeta! Portanto, mesmo ouvindo todo mundo falando inglês com sotaque britânico, cuidado para não confundir as coisas chamando um cidadão manx de British- pode até ofender alguém.




Entre outras particularidades, a Ilha de Man não tem exército. Mesmo assim, durante as duas grandes guerras mundiais os seus habitantes foram requisitados pela Grã-Bretanha para defender a Pátria e a ilha acabou servindo para abrigar campos de prisioneiros. Felizmente, em nenhum momento ela foi atingida por bombas inimigas e o que consta até hoje do folclore local é que durante todo o conflito da Segunda Guerra, as duas vítimas fatais foram um sapo e uma lebre, acidentalmente mortos por um estilhaço alemão.




Já andou de bonde puxado a cavalo ? Possivelmente não depois do início do século XX. Ou até desembarcar na Ilha de Man. Os bondes eqüestres, chamado de Douglas Horse Trams, são um transporte público e circulam na avenida principal da cidade, a Douglas Promenade. O trajeto percorre toda a orla marítima, que se estende desde do Castelo de Derby até a Praça Victoria, cobrindo uma distancia de aproximadamente 3 quilômetros. Aliás, esta ilha é o único lugar do mundo a oferecer aos visitantes este meio de locomoção tão inusitado. Ao som do apito do condutor o cavalo começa a se deslocar a passo, numa velocidade média de 5 quilômetros por hora, lento o bastante para que a gente possa apreciar a beleza da arquitetura vitoriana nos prédios perfilados lado a lado ao longo da Promenade. Uma delícia estes bondes. Parece que você entrou numa máquina do tempo e voltou ao século XIX. Como todo bom brasileiro, o negócio é puxar conversa com o trocador e o condutor ( ou será que devemos chamá-lo de cocheiro ?). Afinal, depois de ir e vir tantas vezes, pode-se dizer que já dá para se considerar íntimo de ambos.




- Brazil ?!”, se espantou o jovem condutor de longa cabeleira loira e desgrenhada, ao ouvir dizer que alguém de tão longe veio para a sua ilha. Espantada fiquei eu em descobrir que para ele, o nosso país não é tão desconhecido assim. “Football, right ? Pelé ? ”, reagiu com um largo sorriso. Para quem nunca saiu da Ilha de Man...Os manx são chegados a um bom papo. Afáveis, simpáticos e comunicativos por natureza, topam qualquer assunto. Estamos, é claro, numa ilha que tem como vizinhos os irlandeses, escoceses e ingleses. Ou seja, é terra de pub – public bar, onde todos gostam de cerveja.




Levar o que de lembrança da Ilha de Man ? Alguma coisa, sim, bem diferente, pode ser comprado : é pequeno, leve, bonito e barato. Adivinhe: é um selo manx. Eles se orgulham muito de seus selos, confeccionados com esmero e que são, além de verdadeiras miniaturas de uma obra de arte, uma tentação para os filatelistas. E, como última tentação, guardar uma nota de 1 pound , devidamente simbolizado pelas três perninhas de botas e esporas, o logotipo manx por excelência.




Levando em conta a riqueza do seu patrimônio histórico e cultural, a Ilha de Man merece ser vista por inteiro. O melhor é você alugar um carro assim que chegar no aeroporto e aproveitar o máximo o tempo bom para rodar a ilha toda. Não se esqueça de que a mão é na esquerda e o tráfego flui “ao contrário” do brasileiro. E não se arrisque a tomar muitas cervejas nos pubs que for encontrando pelo caminho.














O balé dos cavalos húngaros

por Antonella Kann

No idioma húngaro, Puszta significa uma planície vazia, estéril e gramada. Mas dificilmente se encontra na Europa uma região que seja mais romântica. Esta atmosfera se deve principalmente à sua situação geográfica e a ausência de qualquer tipo de cerca delimitando este imenso descampado, que já foi descrito por um poeta nativo como um “lugar onde a terra e o céu se mesclam um ao outro”.



Situada a apenas 200 km da capital Budapeste, este parente distante dos pampas e das estepes tem um acesso relativamente fácil por uma estrada de mão dupla até Hortobágy, o primeiro Parque Nacional estabelecido no país. Mas Hortobágy é apenas a parte mais famosa desta imensa extensão de terra plana como a palma da mão, por onde não passam nenhuma estrada ou rede ferroviária. Quando chove muito, como no mês de agosto, a planície fica encharcada, com grandes poças d’água.


Mas um dos maiores atrativos é o cavalo Nonius, reputado no mundo inteiro e detentor do título de “cavalo ideal” na exposição de Paris em 1900. Não é de surpreender que, devido à paixão nacional por este animal, e atrelado a uma tradição húngara secular, ainda hoje podem ser vistos manadas selvagens galopando através da imensidão da Puszta.




A estepe húngara só pode ser percorrida encima de uma sela e por força destas circunstâncias gerou cavaleiros excepcionais cujo nome está intrinsecamente vinculado ao da Puszta : os Csikós. Estes famosos e introvertidos caubois nativos são capazes de acrobacias inacreditáveis com os seus cavalos, e se tornaram naturalmente os verdadeiros heróis da grande planície.
Aprendem desde pequenos a manejar o chicote com habilidade e controlar com destreza inigualável as carruagens puxadas por até cinco animais. Na época do comunismo, quando o Estado mantinha grandes haras, os cavaleiros húngaros dominavam este universo. Sendo assim, não é de surpreender que o momento mais emocionante do giro pela Puszta é quando são feitas as exibições típicas dos célebres csikös com os seus cavalos Nonius, rústicos eqüinos convenientes tanto para o trabalho de campo como para a montaria. Embora não dê para negar que seja um show turístico no meio de um descampado, com os cavaleiros trajando a típica indumentária azul e preta, colete e chapéu, a habilidade dessa gente surpreende. Em pé na garupa de suas montarias, mantendo um equilíbrio perfeito em pleno galope, qualquer um deles é capaz de realizar proezas incríveis. Além disso, a comunicação do csikös com o animal é perfeita: já viu cavalo sentar ao simples estalo de um chicote, como se fosse um cachorro ?




Com o fim da era comunista, e naturalmente com o objetivo de promover o turismo eqüestre e atrair mais visitantes, modernos centros de equitação foram implantados nesta região, cuja situação é privilegiada e propicia uma oportunidade única para aqueles que desejam cavalgar sem fronteiras. O vilarejo de Epona, no coração do parque, é um deles. Durante os meses de verão, cavaleiros de várias partes do mundo escolhem esta região para passar férias.
















Mercado de San Miguel em Madrid


por Antonella Kann


Às vezes as próprias fotos dispensam apresentação. Acho que é o caso do Mercado de San Miguel, em Madrid, bem centralizado próximo aos locais mais turísticos da cidade ( 3, Calle do Oriente). Começa pela arquitetura do prédio, que é algo impressionante.

Tanto é que a maioria das pessoas que estavam lá dentro perambulando não eram fregueses costumazes que estavam comprando mantimentos para suprir a sua despensa. Eram, sim, turistas como eu que tiravam fotos das frutas, dos peixes, dos frios, do ambiente, da plasticidade dos alimentos dispostos nas prateleiras e do colorido das iguarias.






Muita gente vai lá só para tomar uma caña ou comer um tapa. Claro que não faltam opções, desde comida japonesa ao tradicional pata negra, o jamón tanto aclamado e fatiado com precisão cirúrgica por tarimbados profissionais. Sanduíches, ostras e outros frutos do mar também podem ser saboreados in loco, de pé no balcão. Há também locais com mesas e cadeiras para quem quer praticar o "people watching", algo muito normal nestes ambientes.



































Sempre me agrada entrar em mercados onde as frutas e legumes são tratados como gente grande, dispostos de maneira a chamar a atenção e até fazer você salivar de tão estéticos que ficam. Acabei tomando um suco de melão batido e outro com laranja e maracujá , que estavam uma delicia. Aliás, me lembrou um pouco o Brasil, onde a cada esquina a gente consegue se deliciar com sucos frescos, feitos na hora. O que não é nada comum no exterior.












Lutry, discreto e charmoso porto à beira do Lac Léman


por Antonella Kann
Lutry, minúsculo porto à beira do Lac Léman, espremido entre Lausanne, Pully, Vevey e Montreux, não chega a ser desconhecido, mas não tem um décimo do glamour de seus vizinhos. E também não consta dos lugares recomendados por guias turísticos. Uma pena, porque justamente estes cantinhos escondidos é que mantêm as características genuínas.


Vai ver porque nunca foi palco de eventos musicais, esportivos ou sociais em grande escala e porisso não há multidões perambulando por lá. A atmosfera é de um vilarejo de interior, e mesmo quem passa por ali a caminho de outras cidades não se toca que bem coladinho ao Lac Léman esse pequeno porto também oferece atrações, como um centrinho antigo, só pra pedestres, calçado de paralelepípedos.




E com muitas lojinhas, ótimos restaurantes, confeitarias e terraços acolhedores.



Eu já fui algumas vezes pra lá, não por acaso, mas como destino mesmo : fosse para tomar um chocolate quente em uma das pâtisseries ou comer uma coupe Danemark ( sorvete de creme com calda de chocolate quente, pecadinho tipicamente suíço) ou mesmo almoçar à beira do lago sentada numa mesa em um dos simpáticos terraço, apreciando o panorama.




E, sabe o que mais? Numa das minhas andanças, descobri até mesmo um salão de cabeleireiro excelente, bem na entrada da cidade, a dois passos da marina.




Durante o ano todo, é programa fazer uma bucólica caminhada rente à água por um calçadão exclusivamente pedestre, intercalado por pequenos jardins e bancos para descansar, e se deleitar com a vista da cadeia de montanhas com eternos picos nevados. O Lac Léman é um ícone da Suíça e emoldura várias regiões.





A marina, verdadeiro cartão postal, é cercada por um quai ( calçadão) arborizado, e abriga centenas de veleiros e embarcações pequenas. Ah, em tempo: nos meses mais quentes, dá até pra dar um mergulho nas águas limpinhas do lago. Tem muretinhas e escadinhas em alguns pontos estratégicos e mesmo as pedras podem servir de apoio.






Uma dica: quem quiser fazer um passeio de barco pode pegar o ferry que faz o percurso pelas cidades à beira do Léman. E´ só ir até o “ponto” no cais, aguardar a sua chegada e embarcar para voltar a Lausanne ou até mesmo ir até Genève.









































Croissant, o rei dos pães

por Antonella Kann
Acabou o pão? Corre uma lenda sobre esta pergunta que teria sido feita por uma famosa rainha francesa diante da falta do alimento básico para o seu povo. “Então que comam brioche”, solucionava Marie Antoinette, que acabou perdendo a cabeça em praça pública, mas, acredito que não tenha sido por deixar de recomendar algo muito mais apetecedor – o croissant. Devia, né, já que foi ela quem introduziu e popularizou a iguaria na França em 1770. No caso, ela era austríaca de Viena, lugar de origem do croissant. E, história à parte, quem foi que disse que só se come um bom croissant em Paris? Olha, um dos melhores que já degustei foi no café da manhã do hotel Mandarin Oriental em Londres. De comer ajoelhado. Mas, também devorei uns maravilhosos no hotel da Lapa em Lisboa. O segredo? Simples : tudo é da massa folheada, mas vai fazer ! Tem que ser muito feeeeeeeeera na cozinha, como já afirmaram. Ah, na Suíça, pode procurar a padaria Taillens, no resort de esqui de Crans sur Sierre, só para comer este croissant feito nos Alpes. Em Madrid, onde costumo passar temporadas prolongadas, faço uma verdadeira peregrinação para cair com dignidade no pecado da gula e acumular calorias ( cerca de 500 por mordida) sem culpa – afinal, no Brasil faço questão de esquecer da existência daquilo que considero o “reis dos pães”...Sendo assim, recomendo dois lugares na capital espanhola para se comprar um fresquinho, crocante, daqueles que derretem na boca e dispensam qualquer acompanhamento: No Cacao Sampaka ( Calle Orellana, 4 Mº Alonso Martinez) e Le Pain Quotidien (Calle Fuencarral,95). A unidade custa em torno de € 1.40 -€1.90. Mas, o que não vale um suculento croissant?