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Em duas rodas pela Europa:turismo de luxo


por Antonella Kann

Antes de se impressionar com o relato sobre estas pedaladas, que à primeira vista parecem um tanto espartanas, é preciso salientar que este gênero de turismo esportivo, preparado com meses de antecedência, é talhado sobre medida para inserir todo o luxo, conforto e diversão em seus mínimos detalhes.



Ou seja, a hospedagem é sempre feita nos melhores hotéis, experimenta-se a comida dos restaurantes locais mais conceituados e ainda se conta com um apoio de guias especializados cuja única preocupação é tornar as suas férias o mais aprazível possível. Em momento algum isto se assemelha a qualquer outro programa do tipo competitivo, destinado a super atletas ou pessoas cuja intenção é a de se aprimorar no esporte.





Ninguém precisa ser um exímio ciclista para optar por uma viagem de bicicleta nestas condições. Fazer turismo pedalando é apenas um modo original de conhecer uma determinada região , pois permite explorar com calma qualquer lugar por onde se passa. A empresa canadense Butterfield & Robinson (http://www.butterfield.com.br/) oferece um leque de 60 roteiros na França, Itália, Hungria, Áustria, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Espanha, Portugal. São pacotes organizados cujos preços variam de acordo com a duração do passeio ( que pode ser de 5 dias/4 noites até 15 dias /14 noites). Os preços cobrem apenas a parte terrestre, ou seja: os hotéis; todas as refeições; eventos como degustação de vinhos e visitas a museus; os traslados; as bicicletas e guias especializados .




Sentada encima de uma bicicleta , a pessoa se encontra literalmente emoldurada pela natureza e esta proximidade cria uma deliciosa intimidade. Sem mais nem menos, faz-se uma parada para visitar a igreja de um vilarejo, perde-se alguns minutos catando cachos de uvas na parreira ou colhe-se amoras silvestres na beira da estrada. Ou simplesmente pára-se para apreciar a luminosidade de um campo de girassóis!






Com os pés a apenas 20 centímetros do chão, cada um é dono de si mesmo, controla o tempo e o próprio ritmo com a maior independência, já que pode encostar a sua bicicleta onde bem entender.




Divertida, descontraída e saudável são apenas alguns dos adjetivos que se poderia usar para definir esta viagem em duas rodas . Junte um grupo de amigos e você vai ver4 que não há lugar para o stress e poucos são os momentos em que ninguém solta uma piada . O bom humor, e principalmente o humor puro, faz parte integrante do dia- a- dia e as risadas soam desde que se acorda até a hora de dormir. Afinal, são férias.





















Ile de Ré, uma ilha para todas as estações.

por Antonella Kann


Aposto que voce não sabe identificar esta vista aérea, ou melhor dizer, tirada do alto de uma torre de igreja...adivinhou? Então...




Não fosse a sua famosa vizinha La Rochelle e uma ponte de três quilômetros de extensão que liga uma à outra desde 1988, a Ile de Ré continuaria como no passado, quando consistia apenas de vilarejos de pescadores que viviam afastados da civilização e do tumulto do mundo moderno.



Ainda hoje, a Ile de Ré é bem menos badalada do que muitos balneários franceses e mesmo no período de alta estação – de junho a setembro – é possível explorar com tranqüilidade as pacatas comunidades que circundam a ilha.






Paraíso à beira do Atlântico, a Ile de Ré atrai visitantes o ano inteiro, pois além de suas praias desertas e dunas que chegam a se estender por 20 quilômetros, oferece um atraente leque de atividades esportivas e de lazer que transcendem ao sol e ao calor.






Mas, só como mera informação: a ilha é ensolarada por nada menos do que 2600 horas por ano, fazendo jus ao seu nome Ré, que, segundo uma das teorias dos historiadores, deriva de Rea ou Ra - os deuses do sol !






São mais de 100 quilômetros de ciclovias, entre vinhedos e plantações, bosques e estradas pouco movimentadas...Mas, há quem prefira longas caminhadas para atravessar de uma comunidade à outra através de trilhas ou estradinhas de terra, apreciando a beleza dos campos cuidadosamente arados;






Numa ilha onde historicamente os moradores sempre deram preferência aos cavalos, não faltam oportunidades para uma boa cavalgada; e, também há várias pequenas empresas locais que dispõem de inúmeros programas de pescaria, aulas de vela e passeios em alto mar. Por fim, a quantidade de eventos artísticos, musicais e de lazer preenchem a agenda cultural durante todos os meses do ano.






A Ile de Ré merece que você passe um final de semana, até porque existe uma legião de hotéis (de várias categorias) espalhados pelos portos mais importantes, entre os quais se destaca St.Martin de Ré, um dos mais charmosos, com pequenas lojas encravadas em ruelas estreitas só para pedestres, galerias e restaurantes à beira-mar. E´ aquele típico cenário mediterrâneo, romântico e relaxado e – por enquanto! - à prova do turismo de massa. Dá uma navegada no site : http://www.iledere.fr/