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Croissant, o rei dos pães

por Antonella Kann
Acabou o pão? Corre uma lenda sobre esta pergunta que teria sido feita por uma famosa rainha francesa diante da falta do alimento básico para o seu povo. “Então que comam brioche”, solucionava Marie Antoinette, que acabou perdendo a cabeça em praça pública, mas, acredito que não tenha sido por deixar de recomendar algo muito mais apetecedor – o croissant. Devia, né, já que foi ela quem introduziu e popularizou a iguaria na França em 1770. No caso, ela era austríaca de Viena, lugar de origem do croissant. E, história à parte, quem foi que disse que só se come um bom croissant em Paris? Olha, um dos melhores que já degustei foi no café da manhã do hotel Mandarin Oriental em Londres. De comer ajoelhado. Mas, também devorei uns maravilhosos no hotel da Lapa em Lisboa. O segredo? Simples : tudo é da massa folheada, mas vai fazer ! Tem que ser muito feeeeeeeeera na cozinha, como já afirmaram. Ah, na Suíça, pode procurar a padaria Taillens, no resort de esqui de Crans sur Sierre, só para comer este croissant feito nos Alpes. Em Madrid, onde costumo passar temporadas prolongadas, faço uma verdadeira peregrinação para cair com dignidade no pecado da gula e acumular calorias ( cerca de 500 por mordida) sem culpa – afinal, no Brasil faço questão de esquecer da existência daquilo que considero o “reis dos pães”...Sendo assim, recomendo dois lugares na capital espanhola para se comprar um fresquinho, crocante, daqueles que derretem na boca e dispensam qualquer acompanhamento: No Cacao Sampaka ( Calle Orellana, 4 Mº Alonso Martinez) e Le Pain Quotidien (Calle Fuencarral,95). A unidade custa em torno de € 1.40 -€1.90. Mas, o que não vale um suculento croissant?

A Europa em 2011


por Antonella Kann
A Europa está sob neve, a situação está caótica e porisso não tenho postado muita coisa a respeito. O ano finda, e daqui a pouco o tempo vai se mostrar um pouco mais clemente, esperamos....
Enquanto isso, desejo a voces uma passagem feliz para o ano 2011, e por alguns dias terei um repouso de blogueira. Na minha volta, espero postar várias sugestões para que a Europa seja um dos destinos escolhidos para as férias dos pequenos e grandes. Afinal, o Velho Continente é versátil e esconde inúmeros roteiros diferenciados.
Entre minhas resoluções de viagem para 2011 estão uma esquiada na região de Alta Badia, nas montanhas Dolomitas; uma caminhada na Eslovenia; uma fugida para Malta; um pulinho na ilha de Creta...Tudo isso será compartilhado com voces....
Se o tempo ajudar....

Chef Inaki Aizpitarte e os melhores restaurantes bistronomiques de Paris




Faz tempo, infelizmente, que não passo uma temporada em Paris, por isso não sou grande expert em bistronomiques (onda relativamente recente), mas pelo pouco que sei posso dizer o seguinte: os bistrots gastronomiques continuam super em alta.

Pra quem pegou o bonde andando, a bistronomia é tendência que já pegou força há tempos em Paris e Barcelona, principalmente, e ganhou embalo durante a última recessão.

O princípio é o seguinte: chef de alto pedigree, com passagens por restaurantes gastronômicos, sai e abre negócio próprio privilegiando um ambiente despojado e menu de pratos simples mas feitos com uma pegada de haute cuisine.

Técnicas e capricho típicos de haute cuisine, menu, vibe e preços de bar de tapas = restaurante bistronômico.

O termo foi cunhado em 2003 pelo crítico gastronômico Sébastien Demorand: "procurávamos uma expressão para descrever um restaurante que aliava a convivialidade e a descontração de um bistrô e o lado "grande restaurante" da cozinha".

Um bistronomique, em essência, serve alta gastronomia num ambiente simples e descontraído. Comida de primeiro nível, preços lá embaixo (jantar de três serviços entre 32 e 45 euros, sem bebidas). Geralmente, os bistronomiques são pequenos bistrôs fundados por chefs que passaram por grandes restaurantes e que, na hora de abrirem o próprio negócio, não tinham nem grana nem disposição pra fazer um lugar grande, chique ou caro.

Quem ganha com essa dos bistronomiques? Eu e vocês, claro.

Já contei aqui que em setembro eu passei quatro dias no mato com um bando de chefs, na Lapônia. Pois estava lá o Iñaki Aizpitarte, um basco crescido e criado em Paris, super charmoso e divertido. Ele é dono, justamente, de um ótimo bistronomique chamado Le Chateaubriand.


Chef Iñaki Aizpitarte no Cook it Raw, evento de chefs na Lapônia

Chefs Iñaki Aizpitarte (à esq.) e Petter Nilsson (do La Gazzetta, em Paris)
Acabei descobrindo uma super novidade: Iñaki vai abrir um outro restaurante desenhado por ninguém menos que o starquiteto Rem Koolhas! Vai fazer parte de um projeto bem ambicioso de hotel com 80 quartos, piscina, club e jardins, que só deve sair do papel em 2012 ou 2013. E às margens do Sena!



Aproveitando que estamos nesse tema, achei que a lista a seguir poderia ser útil....

Os melhores "bistronomiques" de Paris:

Rue Dupin, 11, Sexto arrondissement, tel. 33 1 42 22 64 56
Um dos pioneiros da bistronomie, esse minúsculo bistrozinho tem grandes ambições culinárias. No menu, pratos como crocante de pé de porco com queijo de cabra fresco e alface frisée, e ris (glândula do timo) de cordeiro com fondue de espinafre e molho de lagostins.

Le Chateaubriand, chef Iñaki Aizpitarte
Av. Parmentier, 129, 11o arrondissement, tel. 33 1 43 57 45 95
O chef basco é dos bistronômicos mais audazes e usa e abusa de desconstruções, espumas e molhos inesperados. O serviço tem fama de ser meio rude, a não ser com habitués, mas o brilho do chef compensa a falha.

Spring, chef Daniel Rose
Jantar a 39 euros
Rue de la Tour d’Auvergne, 28, Nono arrondissement, tel. 33 1 45 96 05 72
O chef é americano, de Chicago, mas formou-se na França. O lugar é minúsculo e disputadíssimo. E a cozinha, de autor, pode combinar, por exemplo, escargots, foie gras e beterrabas cruas no mesmo prato.

La Régalade, chef Bruno Doucet
Avenida Jean Moulin, 49, 14o arrondissement, tel. 33 1 45 45 68 58
Jantar a 32 euros
O bistrô foi fundado por Yves Camdeborde, o pai da bistronomia em Paris, em 92. Ele passou por grandes cozinhas – culminando na do Le Crillon, sob a batuta do mentor Christian Constant, e ao abrir o Régalade lançou tendência ao servir um menu a preços ultra acessíveis e com serviço super descontraído. A coisa pegou, forte, e seus amigos chefs resolveram copiar a fórmula. Depois de 12 anos de sucesso ininterrupto, resolveu vender e partir pra outra. Quem tomou as rédeas foi Bruno Doucet (ex-Pierre Gagnaire e Apicius), que prudentemente mateve várias tradições do Régalade: o menu mudado semanalmente, a 32 euros, a terrine caseira servida para quem espera mesa, etc. O prato mais famoso é o soufflé ao Grand Marnier.

Le Comptoir, chef Yves Camdeborde
Le Comptoir, 9 Carrefour de l’Odéon, 6th Arr., Paris; 011-33-1-43-29-12-05
O mais cheio e badalado dos bistronômicos, foi aberto pelo chef Yves Camdeborde depois que ele vendeu o La Régalade, e fica num hotelzinho chamado Relais St. Germain, dele também. No começo da refeição, trazem à mesa um pão inteiro sobre tábua de madeira. Oferecem queijos afinados pela maison Boursault, com acompanhamentos: mel, geléia de pimentão e de blackberry, etc. No almoço e no jantar dos fins de semana, está mais pra brasserie. Mas nos jantares durante a semana vira um mini restaurante gastronômico, servindo menus degustação de 5 serviços a 32 euros. Imprenscindível reservar com MESES de antecedência!


Chez L’Ami Jean
Rue Malar, 7, tel. 33 1 47 -5 86 89
Jantar a 34 euros
Ruidoso, com garçons pouco pacientes e menu às vezes difícil de decifrar. Mas a comida maravilhosa compensa qualquer chateação. Carne de vaca desfiada com creme de cenoura, gazpacho com ravióli, bochechas de porco com penne, etc.



E mais:
Onde comer bem e barato em Paris, por Riq Freire no Viaje na Viagem


Boas compras no outlet Las Rozas em Madrid

por Antonella Kann

Estou passando uma temporada madrilenha, por motivos pessoais. Cada vez mais, esta cidade me encanta. O clima, pra começar, não podia ser mais camarada. E a rotina dos espanhóis da capital é bem diferente de outras metrópoles européias.


Hoje quero contar o meu dia de domingo passado, quando resolvi ir fazer um shopping. Domingo?! E´, não é na cidade, não, porque aqui o comércio simplesmente não abre.

Então voce tem que sair de Madrid e ir pra outra cidade, ou melhor, um bairro afastado, chamado de Las Rozas. Vai rapidinho pela auto estrada, a A 6, e saia na Salida 19. Depois é só seguir as placas. Na realidade, são apenas 20 quilometros do centro.


Bem, o Las Rozas Village , que é um membro da cadeia Chic Outlet Shopping, com filiais em Londres, Dublin, Paris, Bruxelas, Munique e outras cidades importantes, nada mais é que um daqueles mega outlets com configuração americanizada, mas onde voce realmente pode fazer bons negócios. Pra quem ama gastar a sola dos sapatos fazendo shopping de moda, esse lugar é tuuuuuuuuudo de bom.


No que botei o pé e tirei minha primeira foto, veio um carinha uniformizado e me disse na lata que era proibido “sacar fotos del shopping”. Um dia ainda vou entender o porque de tamanha estupidez, visto que empunhar uma camera não deveria ser considerado um ato terrorista.

Então, isso vai explicar um pouco as imagens torcidas, retorcidas e meio tortas que fui tirando, na cara de pau, com a maquina pendurada no pescoço. Me senti encenando o papel de camera indiscreta. E até que fica divertido. Mas, como as fotos são apenas para ilustrar o blog e mostrar pra vocês a cara do tal outlet, vou deixar assim mesmo. Também ilustra essa proibição ridícula, que, obviamente, é feita para ser burlada, como provam estas fotos.


Os descontos podem chegar a 70% e a maioria das lojas são grifadas. Tou falando em mais de cem lojas. Desde as figurinhas carimbadas como Armani outlet, Burberry, Calvin Klein e a tradicional e chiquérrima Loewe ( que mesmo com os descontos continua carerrérrima) até as menos badaladas internacionalmente Bimba & Lola ( acessórios, tudo de muito bom couro e gosto), e a contemporânea Sita Murt ( designer fashion, bem original e acessível).




Avenidas arborizadas, restaurantes, sorveterias, cafés e muitas grifes.

Entramos em quase todas, remexemos prateleiras, fuçamos as araras, experimentamos coisas. Saímos do Las Rozas depois de mais de três horas de peregrinação, com alguns potes de creme e shampús da L´Occitane e bolsas, lenços, saias, suéteres, tênis, relógio, blusas...e com aquela sensação de ter feito bons negócios.


Dica do Insiders:
Fazer: navegue pelo site para pontuar sua peregrinação, pois o outlet é imenso e voce acaba cansando. Procure as marcas e designers menos conhecidos pra comprar coisas diferentes, originais.
Não fazer: tirar fotografias, é óooobvio! (rsrrr)
http://www.lasrozasvillage.com/
Juan Ramón, Jimenez 3, Las Rozas
Tel. 00xx 34 91640 4900
Abre diariamente o ano todo, das 11 às 9 da noite.









Murakami em Versailles: o Andy Warhol do Japão abre mostra no castelo francês


Crédito: divulgação
Por Alexandra Forbes

Não costumamos associar o antiquíssimo Château de Versailles (ao sudoeste de Paris), à arte contemporânea.
E no entanto, em 2008 fizeram lá uma grande mostra do artista pop Jeff Koons (aquele das esculturas gigantescas de metal que lembram bexigas em forma de bichos). Deu o que falar: o príncipe Charles-Emmanuel de Bourbon-Parme, descendente do rei que construiu o palácio, Louis XIV, tentou na justiça bloquear a exibição das obras, alegando serem pornográficas. Fracassou, e a mostra prosseguiu, sem censura.
Desta vez, montaram uma retrospectiva do japonês Takashi Murakami, um dos artistas mais valorizados do mundo, muito comparado a Andy Warhol pelo elemento pop de suas telas e esculturas. Mas apesar de usar cores alegres e estética que lembra desenhos animados e gibis Murakami também traz um lado dark e sexual à sua arte. A exposição ficará em cartaz até dia 12 de dezembro e já gerou farta controvérsia na imprensa francesa. Além de telas há quinze esculturas monumentais, cada qual exposta em uma sala do castelo.
Achei bacana a declaração que ele postou no site do Chateau:

“Para um japonês como eu o  Château de Versailles é um dos maiores símbolos da história ocidental. Um emblema de elegância, sofisticação e arte a que poucos podem aspirar.(…) Tudo isso foi trasnmitido para nós como uma fábula de um reinado distante. (…) Então provavelmente a Versailles da minha imaginação corresponde a um mundo irreal, exagerado e transformado. Foi isso que eu quis mostrar nesta exposição. Sou o gato de Alice no País das Maravilhas, que com seu sorriso diabólico confabula enquanto ela passeia pelo castelo”.


Instruções de como chegar ao Château de trem:

RER C de Paris, parada Versailles Rive Gauch, link para mapa aqui.

Ralph Lauren bombando em Paris: seu restaurante Ralph’s tornou-se o talk of the town



Por Alexandra Forbes

O homem já passou da idade de se aposentar e colheu todos os louros que poderia esperar, mas ainda não sossegou: Ralph Lauren resolveu virar restaurateur este ano. Em abril, o estilista abriu uma flagship da sua grife em prelo Boulevard Saint Germain, em Paris, e instalou, dentro da megaloja, um restaurante que virou instantaneamente the talk of the town.


Bistrôs baratos em Paris: os favoritos de Marco Rezende

Bistrot Benoît, do Alain Ducasse

Por Alexandra Forbes


Comer bem e barato em Paris não é problema: a cidade sempre terá seus milhares de bistrôs, muitos dos quais servindo comida muito bem-feita a 30 ou 40 euros por pessoa. O jornalista Marco Rezende, meu ex-chefe e ex-diretor de redação da revista VIP, recomenda dois especialmente bons.


“O Afaria (o nome quer dizer “à mesa”, em basco) é de um cozinheiro que trabalhou com o chef Daniel Boulud e outros gigantes e resolveu ser dono do próprio nariz, num bistrozinho no 15ème, com mesas na calçada no verão – uma delícia”, diz. “Cozinha levíssima, bonita, gostosa e com sobremesas fabulosas. Comemos um peixe grelhado maravilhoso e um leitãozinho de leite de babar.”


Outro favorito de Rezende é o Florimond, no 7ème. “Atende a burguesia do bairro em torno da Tour Eiffel e serve caça no outono”, conta ele. O carro-chefe é o elogiadíssimo repolho recheado.
Quem prefeir um bistrô com a grife de um chef multi-estrelado – e estiver disposto a pagar mais por isso – deve reservar mesa no Benoît ou no Aux Lyonnais, ambos de Alain Ducasse. No primeiro, a especialidade é o miolo de vitela (24 euros) mas fazem também escargots ao alho (22 euros) e filé mignon com macarrão gratinado (38 euros). No Aux Lyonnais um jantar de vitela com espinafre seguida de musse de chocolate custa 30 euros por pessoa, mais taxas e bebidas.

vieiras do Bistrot Benoît


Afaria: 15, rue Desnouettes Tél. 01 48 56 15 36
Aux Lyonnais
Benoît
Le Florimond: 19 avenue de la Motte Picquet Tel. 33 01 45 55 40 38

O lado B do Plaza Athenée, em Paris: o hotel é super kid-friendly!


Por Alexandra Forbes


Aos conhecedores da Paris clássica, o nome Plaza Athenée faz lembrar muitas coisas. Chanel, Dior, Valentino, Céline e Lacroix, por exemplo, cujas boutiques ficam a poucos passos do hotel, na très chic avenue Montaigne. Ou Alain Ducasse, o rei dos chefs franceses, cujo principal restaurante – três estrelas Michelin, bien sûr! – ocupa espaço nobre em frente ao lobby e com vista para o famoso pátio florido.  Ou chá com madeleines servidas em bandejinha de prata, nas lindas mesas baixas de toalhas engomadas que ladeiam esse mesmo pátio, na Galerie des Gobelins, sempre enfeitadas com flores frescas.

Hôtel de Crillon: história e renovação em perfeito balanço


Por Alexandra Forbes

    Na hotelaria de luxo, nada poderia ser mais falso do que o ditado “não se deve mexer em time que está ganhando”. Que o diga o sangue azul Hôtel de Crillon, construído sob as ordens do rei Louis XV em 1758 para ser seu palácio particular e convertido em hotel em 1909. Considerado um dos mais opulentos e exclusivos cinco estrelas de Paris, mantém-se no topo há um século justamente por saber se renovar.






     Se o lobby revestido de mármore do piso às paredes, espessos carpetes Aubusson, espelhos dourados, afrescos e candelabros de cristal estão lá desde sempre, os gadgets tecnológicos nos quartos e o bar com design da estilista Sonia Rykiel são novidade. Se a rainha Marie Antoinette tinha suas aulas de piano no salão que hoje leva seu nome e mantém a mesma tapeçaria Gobelin e os mesmos ornamentos, hoje fazem sucesso as aulas com o personal trainer que fica de plantão na moderna sala de exercícios, de segunda a sexta. Todos os salões e apartamentos recebem novos estofados e décor periodicamente, para manterem o frescor (a última grande reforma foi em 2008, comandada pelo arquiteto Thierry Despont).

    O famoso restaurante Les Ambassadeurs, que ocupa o antigo salão de bailes do duque de Crillon – piso com seis tipos de mármore, lustres de cristal e poltronas de veludo – também está para receber lufada de ar fresco. Depois de anos sob o comando de Jean-François Piège, ex-Plaza Athenée, fechou para rápida renovação e reabriu há pouco tempo de chef novo: Christopher Hache. Apesar dos 28 anos de idade, o jovem chef já cozinhou sob a batuta de grandes como Alain Senderens, Eric Fréchon e Régis Marcon.  Ventos novos, portanto.



    Se há uma coisa que jamais será mudada no Crillon é seu prestigioso endereço, no coração da Paris histórica ea poucos passos do Faubourg St. Honoré. Dos grands palais parisienses (entre os quais incluem-se Hôtel Meurice e Hôtel Ritz), o Crillon pode gabar-se de ter a melhor vista. O palácio fica defronte à Place de la Concorde (onde a mesma Marie Antoinette viria a ser decapitada), e das melhores suítes se vê a Pont de la Concorde, o Musée d’Orsay, os jardins Tuileries, a abóboda envidraçada do Grand Palais e até a Torre Eiffel. Paris inteira, em suma! 

Yam Tcha, da jovem chef Adeline Grattard, em Paris: hype total


Por Alexandra Forbes


Pouca gente notou, mas esteve no Brasil recentemente uma das estrelas da cena gastronômica atual: Adeline Grattard, chef-proprietária do Yam Tcha.

Em Paris, Alain Ducasse e Joël Robuchon sempre serão os grandes, mas quando se fala de gente nova, que está chegando para chacoalhar um pouco as tradições, não há nome mais em voga do que o da jovem Grattard. Gentil e modesta,  a jovem de olhos azuis e 32 anos surgiu em cena quando conquistou, para surpresa de muitos, sua primeira estrela Michelin. Poucos conheciam o restaurante dela, o pequenino Yam Tcha – e aquilo criou grande curiosidade nos meios gourmets.

Grattard fez carreira curta porém sólida. Deixou sua Bordeaux natal, foi estudar gastronomia em Paris e logo arrumou vaga no tri-estrelado L’Astrance, outro pequeno grande restaurante, de outro jovem chef, Pascal Barbot. Com ele, ela aprendeu tudo: foram três anos trabalhando juntos. Ela saiu porque queria viver em Hong Kong, de onde vem seu marido. Dois anos de China, volta a Paris, abertura do Yam Tcha e – zás-trás! – logo veio a estrela Michelin. No restaurante, de apenas 20 lugares, ela serve uma cozinha franco-chinesa. As carnes e os peixes são preparados à moda francesa, em peças maiores, enquanto os acompanhamentos têm forte pegada chinesa (muitos preparos no vapor, uso frequente de molho de feijão e de soja, etc).

Grattard foge dos holofotes e nem sequer fez um site para seu restaurante. Foi grande sorte, portanto, eu poder tê-la entrevistado duas semanas atrás, enquanto passava férias no interior da França. A entrevista, não posso revelar ainda, mas fica a dica: o Yam Tcha é uma pequena jóia no coração de Paris. Trata-se do tipo do lugar que requer fazer reserva com muita atecedência, mas que recompensa o esforço com menus-degustação não só deliciosos mas servidos em ambiente intimista, onde nota-se a mão da própria chef em tudo.

Grattard esteve recentemente em Minas Gerais a convite do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, onde fez uma apresentação e serviu um menu degustação na pousada Pequena Tiradentes.

Também participaram do festival Margot Janse, chef executiva do Le Quartier Français (Franschhoek, África do Sul), que ocupa o 31º lugar no ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo), e Angela Hartnett, fiel escudeira de Gordon Ramsay e chef do Murano e do York & Albany (Londres).

Yam Tcha: 4, rue Sauval, tel. (33-1) 40.26.08.07 (não tem website!)

Galeries Lafayette em Paris: novo departamento-mega de sapatos



Desde que o mundo é mundo Paris tem as melhores maisons de moda e algumas das mais belas lojas do mundo – Marie Antoinette que o diga! Há décadas, as bem-vestidas que querem atualizar o closet com a última bolsa Chanel ou Dior vão às boutiques da aristocrática avenue Montaigne, por exemplo. Mas para aquele dia de fashionismo explícito, quando se quer ver e experimentar tudo o que é moda lá fora, não há loja que ganhe das Galeries Lafayette – sim, onde fica a famosa e deslumbrante cúpula de vitral neo-bizantina, um marco de Paris.




   Chanel e Dior estão lá, claro, mas seria mais fácil tentar descobrir alguma grife bacana que não esteja presente na maior loja de departamentos do mundo : são 350 marcas, das quais 45 vendidas ali exclusivamente. A Lafayette, ocupando 15 mil metros quadrados é, simplesmente, a segunda atração parisiense mais visitada depois do Louvre! É caso para ir preparada, de bolsa bem grande e sapatos baixos.


   Por falar em sapatos, o dernier cri é seu imenso espaço inteirinho dedicado a eles, recentemente inaugurado no primeiro andar, com décor do celeb-designer Patrick Jouin.



Duvido que exista algum escarpin digno de nota que não esteja lindamente exposto em suas prateleiras. São nada menos que 12 mil modelos, de 150 marcas diferentes, inclusive inúmeras vendidas ali com exclusividade, como Walter Steiger, Bally, Annabel Winship, Michel Perry, Giuseppe Zanotti, Fratelli Rossettii e Paul Smith. Neste inverno, o que mais se vendeu ali foram botas, desde as emborrachadas às sensualíssimas cuissardes.



   É sapato para deixar zonza até a mais ferrenha shoe lover. Uma sugestão? Vá sem pressa e procure o salon d’essayage. Depois de devidamente instalada na saleta privativa, com sua própria poltrona, espelho, etc, vá pedindo à vendedora para trazer tudo aquilo que o capricho mandar. E ao fim da maratona, presenteie-se com uma visita à boutique anexa ao salão de sapatos, a Macarons & Chocolats, para um cafezinho revigorante e um macarron como só o mestre pâtissier Pierre Hermé sabe fazer.


Galeries Lafayette : 40, Boulevard Haussmann, tel. (33-1) 4282-3456, www.galerieslafayette.com

Paris: a maior "foto" da cidade é 100% interativa e navegável


Quem nunca viu este site tem que ver.

O autor da "foto" chama aquilo de foto, mas eu chamo de panorâmica navegável.

A "foto" foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm.
No
total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um
robô ao longo de 172 minutos.

O resultado? 102 GB de dados convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um
computador com 48 GB de RAM e 16 processadores. 94 horas depois,
estava criada "a maior foto digital do mundo", com uma resolução de
297.500 x 87.500 pixels (26 gigapixels).

Link para a “foto”.

A gourmande Constance Escobar leva brasileiros para comer em Paris


Por Constance Escobar, colaboração especial

Quem frequenta esse blog sabe da minha paixão por Paris e do meu profundo interesse pela cena gastronômica dessa cidade fascinante – eu diria que o assunto é quase uma obsessão pra mim... Não é por outro motivo que acabo de receber um convite especialíssimo. A agência de viagens Gouté, especializada em roteiros gastronômicos mundo afora, me propôs um delicioso desafio: acompanhar um grupo num roteiro personalizado em Paris. A ideia é traçar um percurso de alguns dias por endereços escolhidos por mim, a partir de um tema. A Gouté vem promovendo viagens interessantíssimas dentro desse conceito: um anfitrião monta um programa em torno de um determinado tema e acompanha o grupo nessa jornada. São viagens conduzidas por um time de peso, como Carla Pernambuco, Andrea Kaufmann, Juliana Motter, Heloísa Bacellar, Juscelino Pereira e Alexandra Corvo. Dava pra recusar um convite como esse? Não, não dava...

Bem, sentei pra pensar no assunto e cheguei à conclusão de que minha proposta não poderia ser outra que não a Bistronomie, movimento apontado nos últimos anos como o grande sopro de renovação no cenário gastronômico francês.

Não se trata de um movimento novo. É algo que começou a tomar corpo no início da década de 90, com nomes como Christian Constant e Yves Camdeborde, e que, de lá pra cá, vem ganhando cada vez mais força, por uma simples razão: não há nada mais atual que a ideia de propor ao público gastronomia de alto padrão, que lhes chegue pelas mãos de chefs treinados nas melhores cozinhas parisienses, porém no contexto da leveza e da informalidade de um bistrô, sem a sisudez e as altas contas de um restaurante de luxo. Ao longo de duas décadas, mais e mais profissionais de alto quilate vêm aderindo ao que muitos chamam de reinvenção da identidade da gastronomia francesa, o que já começa, inclusive, a se desdobrar em novas vertentes.


Não tenho a pretensão de concentrar em cinco ou seis dias todos os nomes relevantes dentro de um movimento dessa magnitude. A intenção é pinçar, de um lado, endereços emblemáticos, de outro, nomes que representam, de certa forma, um desdobramento desse mesmo fenômeno, permitindo às pessoas um melhor entendimento dessa revolução pela qual grandes talentos da gastronomia francesa soltaram-se dos grilhões da haute cuisine, levantando as bandeiras da liberdade e da acessibilidade.
A viagem deverá acontecer em abril do ano que vem, mas começa a ser alinhavada desde já. Serão abertas vagas para, no máximo, dez pessoas.

Quem tiver interesse em participar dessa jornada, deve entrar em contato com a Gouté por telefone ou email para maiores informações:

(11) 2476-9224
goute@goute.com.br
www.goute.com.br

Uma cama no espaço... em Paris

por Antonella Kann

Literalmente separada da sede do luxuoso butique hotel One by The Five, em pleno Quartier Latin, a One é uma única mega "suíte" localizada no rez-de-chaussée ( andar térreo) de um pequeno prédio, do outro lado da calçada.

Porque tão escondida? Ela foi concebida para ser um ninho de amor, e abrigar casais que buscam um refúgio para um encontro clandestino, uma escapada romântica, uma noite de núpcias...O cenário ( seria mais apropriado rotular como cenografia) se desencadeia em 5 ambientes distintos e sensuais, cada um revelando uma nova situação através dos efeitos da decoração, textura, luminosidade, cores.


Do living onde predomina a tonalidade marrom, passando pelo banheiro com hidro, o boudoir de cor fuschia, a pista de dança, junto ao cantinho do bar, tudo conspira para um enredo amoroso. Os protagonistas serão um homem e uma mulher, que, a partir da soleira da porta, passam a vivenciar todas as etapas desta estória.


O "grand finale" é a luxúria do quarto, onde graças aos efeitos cênicos e da luz azul, a cama parece flutuar no firmamento: pontinhos reluzentes recobrem o teto, como se fossem estrelas brilhando no céu. E, para quem gosta de gadgets, ou aprecia um pouco de voyeurismo, há até uma camera atrás da televisão que, quando acionada, serve de "espelho" ...( mas, me garantiram, NÃO é filmadora!!!!). Se animou? Então, prepare-se para derreter o cartão de crédito: são € 960 por apenas uma noite de sensualidade neste nicho parisiense.


ONE BY THE FIVE
3, Rue Flatters,
Tel. 00xx 33 1 43 31 52 31
http://www.onebythefive.com/
contact@onebythefive.com

Galeries Lafayette em Paris: novo departamento-mega de sapatos e restô no rooftop


 Fotos: Beto Riginik

Por Alexandra Forbes
Desde que o mundo é mundo, Paris tem as melhores maisons de moda e algumas das mais belas lojas do mundo – Marie Antoinette que o diga! Há décadas, as bem-vestidas que querem atualizar o closet com a última bolsa Chanel ou Dior vão às boutiques da aristocrática avenue Montaigne, por exemplo. Mas para aquele dia de fashionismo explícito. Quando se quer ver e experimentar tudo o que é moda lá fora, não há loja de rua que ganhe das Galeries Lafayette.

 Fotos: Beto Riginik

E neste mês tem novidade boa: acaba de abrir o La Terrasse, um restaurante ao ar-livre, na cobertura!


Abre de segunda a sábado das 12h às 18h, até o fim do verão. A chef é japonesa (Fumiko Kono, ex-Fauchon e Alain Passsard) – e criou menu bem leve, com várias saladas, camarões gigantes com legumes ao vapor e mini-almôndegas de vitela. As sobremesas são de ninguém menos que Pierre Hermé, o super pâtissier. Sim, os famosos macarrons dele estão no menu: como sobremesa, servem um mix de cinco sabores, incluindo chocolate com maracujá e óleo de oliva com baunilha.

Mas voltando a falar de compras: tem Chanel e Dior nas Galeries Lafayette, claro, mas seria mais fácil tentar descobrir alguma grife bacana que não esteja presente na maior loja de departamentos do mundo. A Lafayette é, simplesmente, a segunda atração parisiense mais visitada depois do Louvre! É caso para ir preparada, de bolsa bem grande e sapatos baixos.

Por falar em sapatos, o dernier cri é seu imenso espaço inteirinho dedicado a eles, recentemente inaugurado no primeiro andar, com décor do celeb-designer Patrick Jouin. Duvidamos que exista algum scarpin digno de nota que não esteja lindamente exposto em suas prateleiras. São nada menos que 12 mil modelos, de 150 marcas diferentes, inclusive inúmeras vendidas ali com exclusividade, como Walter Steiger, Bally, Annabel Winship, Michel Perry, Giuseppe Zanotti, Fratelli Rossettii e Paul Smith. Neste inverno, o que mais se vendeu ali foram botas, desde as emborrachadas às sensualíssimas cuissardes.

É sapato para deixar zonza até a mais ferrenha shoe lover. Uma sugestão? Vá sem pressa e procure o salon d’essayage. Depois de devidamente instalada na saleta privativa, com sua própria poltrona, espelho, etc. Vá pedindo à vendedora para trazer tudo aquilo que o capricho mandar. E ao fim da maratona, presenteie-se com uma visita à boutique anexa ao salão de sapatos, a Macarons & Chocolats, para um cafezinho revigorante e um macarron como só o mestre pâtissier Pierre Hermé sabe fazer.

Galeries Lafayette
40, Boulevard Haussmann, tel. +33 1 4282 3456, www.galerieslafayette.com